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A Mulherada toma conta das ruas do Campo Grande

4 de março de 2011 às 12:54 AM

Karina Brasil

Ao som e vibração da percussão comandada por de mais de 150 mulheres, o bloco A Mulherada ganhou as ruas do Campo Grande na primeira noite de Carnaval. Segundo da fila, o grupo carnavalesco puxado pela banda de mesmo nome tem como tema: “A Mulher do século XXI e a percussão no Feminino”.

Responsável pelo belíssimo e emocionante show de percussão, no momento da entrega das chaves da cidade ao rei Momo, A Mulherada mistura diversos ritmos, como a música baiana, a salsa e o funk para animar os foliões presentes no circuito Osmar (Campo Grande) durante o primeiro dia da folia.

“Paz, sucesso, tranquilidade e um ótimo desfile”, é o que deseja a Presidente do Instituto as Mulheradas Mônica Kalele. No dia internacional da mulher, terça-feira de Carnaval, a banda, que tem como lema “Tocar pode, bater não”, volta a se apresentar, desta vez no circuito Dodô (Barra-Ondina), às 23h40.

O desfile da banda conta também com a participação de 50 percussionistas do bloco as Filhas de Gandhy na abertura oficial do Carnaval. Foliã do bloco afro, Silvia Regina falou sobre a expectativa para o início da folia. “Desfilo a cinco anos no bloco pela sua cultura e este ano quero que o Carnaval seja de muita paz”, disse. O Grupo as Filhas de Gandhy desfila sábado e terça, no circuito Batatinha (Pelourinho), e segunda, no circuito Dodô (Barra-Ondina).

Deslumbrado, o turista francês Jordan, que fica em Salvador até maio, registra a apresentação das meninas da banda A Mulherada e das Filhas de Gandy. “Estou gostando muito da festa, é muito linda”, comenta o turista que visita Salvador pela terceira vez.

História

Formada em 1994, a banda de percussão feminina iniciou sua trajetória pelas ruas do Pelourinho e diversos palcos espalhados pela capital baiana. Em 2003, o grupo participou do seu primeiro Carnaval, levando aproximadamente 1,4 mil pessoas para a folia. A Mulherada também participou do 19th Annual African Market Place & Cultural Faire, a convite Centro William Grant Still na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos.

Para os shows, a banda leva um ritmo próprio, o Muana, uma mistura de ritmos do candomblé com as batidas do samba reggae, música baiana, salsa, merengue e funk.

Criada sobre a denominação de Espaço Cultural Kallundu, a instituição é uma entidade não governamental sem fins lucrativos, que tem como finalidade a defesa dos direitos da mulher e dos afro-descendentes. O grupo desenvolve ações de combate à discriminação racial e de gênero, estimulando a auto-estima e o orgulho das mulheres afro-brasileiras.

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